Dicas para quebra da homeostase

Dicas para quebra da homeostase

Você já se sentiu estagnado? Com dificuldades para perceber mudanças relacionadas ao seus objetivos? Esse é um problema que todos nós vamos passar em algum momento da trajetória.  

Nosso organismo possui uma incrível capacidade de adaptação que normalmente é estimulada por algum tipo de agressão ou dano, fazendo com que o organismo entenda a quebra do equilíbrio e promova ações afim de restabelecer o mesmo, sendo esse equilíbrio biológico conhecido como homeostasia.

O que é homeostasia?

A homeostasia é a propriedade auto-reguladora de um sistema, ou organismo, que permite manter o estado de equilíbrio de suas variáveis físico-químicas essenciais ou de seu meio ambiente, ou seja, a homeostase é definida como a capacidade que nosso organismo tem de se manter regulado e equilibrado afim de garantir seu funcionamento adequado e sua sobrevivência.

Importante ressaltar que não é somente o processo homeostático que promove e controla as alterações no organismo, elas também dependem de outras variáveis para que possam acontecer. A homeostase é um processo dinâmico, ou seja, é alterada pelo seu estilo de vida, portanto a sua homeostase atual pode não ser a mesma após 20 ou 30 anos (tendência fisiológica devido ao envelhecimento).

Como a homeostasia está relacionada com seu treinamento?

As vezes nos perguntamos como o sistema músculo esquelético se enquadra nas funções homeostáticas do corpo? A resposta é óbvia e simples, se não existissem os músculos, o corpo não poderia se mover para local adequado no devido tempo para obter os alimentos necessários para nutrição. O sistema músculo esquelético proporciona mobilidade para proteção contra ambientes adversos sem a qual todo o organismo com seus mecanismos homeostáticos, poderia ser destruído instantaneamente.

Para exemplificar, podemos associar o processo de hipertrofia que é caracterizado pelo aumento no tamanho das células musculares em resposta a um efeito mediado por um treinamento resistido com pesos por exemplo, onde as células musculares sofrem uma agressão durante o treinamento e o organismo entende que elas necessitam fortalecerem-se para que sejam capazes de aguentar outras “agressões” e assim por diante, caracterizando o processo de hipertrofia do tecido muscular.

Mas como podemos quebrar a homeostasia? Preparamos algumas dicas abaixo:

1 – Periodização e especificidade do treinamento

As vezes menos é mais e um dia de descanso pode ser muito mais benéfico do que um dia de treinamento. Sabemos que o processo de hipertrofia não acontece durante o treinamento e sim no momento de recuperação após o mesmo, portanto ficar forçando treinos mal elaborados de maneira progressiva não é uma estratégia eficaz.

É muito importante procurar a ajuda de um profissional de educação física que saiba identificar suas necessidades e que possa associa-las com seus objetivos dentro de um protocolo de treinamento, dessa forma é possível programar estratégias de periodização que te permitam treinar no máximo da sua intensidade e possa recuperar-se adequadamente.

2 – Mudança de estratégias e individualidade  

Não adianta ter um protocolo de treinamento, executá-lo e não analisar a resposta gerada e os resultados obtidos, por isso é tão importante o acompanhamento de um profissional qualificado que saiba interpretar os resultados e executar mudanças pontuais no protocolo para que as possíveis falhas sejam corrigidas e o progresso dos resultados continue positivo.

Isso é muito comum em treinamentos mal elaborados que não levam em consideração a individualidade de cada pessoa, como por exemplo um indivíduo que possua membros superiores bem desenvolvidos e que não consegue desenvolver na mesma proporção os membros inferiores devido a um treino que não está montado com essa finalidade.

Uma outra coisa muito comum é ver protocolos de treinamento muito similares e que condicionam as pessoas a treinarem de maneira igual, gerando desmotivação e inconsistência no longo prazo, sendo esse um dos maiores motivos de desistência.

Se você sempre treinou de uma maneira, seu corpo vai se adaptar a esses estímulos. Tente mudar, saia da zona de conforto, se você sempre treinou com uma estratégia de 4 séries de 12 repetições, 1 minuto de descanso, 2 grupos musculares por dia, tente uma outra estratégia, aumente ou diminua o número de repetições, coloque uma carga que seja desafiadora e que consiga executar com boa forma, diminua o tempo de descanso, etc. são excelentes estratégias para quebrar a homeostase.

Mais uma vez vale ressaltar a importância de um profissional qualificado capaz de promover essa mudança de estímulos e variáveis para te tirar da zona de conforto de uma forma que respeite sua individualidade e objetivos.

3 – Saia da zona de conforto e treine de verdade

De nada adianta ter tudo elaborado e não botar em prática, sair da zona de conforto e desafiar-se, sem esforço não há resultado e a maioria das pessoas que se preocupam e reclamam de estagnação não percebem que não estão se desafiando o suficiente ou estão mentindo para si mesmas. 

Não se preocupem com coisas secundárias e mais avançadas, procurem fazer o básico bem feito, não tem como dar errado, parece clichê, mas essa é a regra mais importante pra alavancar seus resultados

4 – Estratégia nutricional, individualidade e objetivos

Assim como os aspectos de treinamento citados anteriormente, a estratégia nutricional é extremamente importante e deve estar alinhada com suas características individuais e seus objetivos, além é claro do seu protocolo de treinamento, pois a modificação na ingestão calórica deve acompanhar as periodizações de treinamento para que não falte energia ou provoque carências nutricionais e lesões. 

É muito importante avaliar a resposta fisiológica causada pela alteração das estratégias nutricionais e saber identificar quais delas funcionam melhor no seu metabolismo é fundamental, caso queira saber mais como a dieta pode afetar sua composição corporal e sua performance, confira nossa postagem sobre modulação dos macronutrientes  

No final das contas, são vários aspectos que devem estar em sintonia para que você consiga tirar o melhor proveito de cada fase, não tem muito segredo, nem o que ser inventado, o básico bem feito é o que sempre funciona e vai funcionar, alimentação, treinamento, suplementação e descanso devem ser muito bem planejados de acordo com suas individualidades e objetivos e o mais importante, serem executados com consistência.

Muito obrigado e até a próxima postagem !

Ficou com dúvidas ou gostaria de sugerir temas?

Envie nos uma mensagem através do Fale Conosco seu feedback é muito importante para nós ! 

Referências:

HALL, John Edward; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall tratado de fisiologia médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.

 

 

Este post tem um comentário

Deixe uma resposta

Fechar Menu