Hipertrofia muscular depois dos 40?

Hipertrofia muscular depois dos 40?

Você já deve ter ouvido em algum momento da sua vida, que após os 40 anos ou … que após “certa idade” os resultados na academia, a famosa hipertrofia muscular seria cada vez menor e até mesmo impossível adquirir músculos hipertrofiados  e um corpo esteticamente legal. Mas será que essa afirmação está correta em sua totalidade? Vamos esclarecer alguns pontos e elucidar melhor esse tema tão discutido e pouco esclarecido.

Diminuição de hormônios endógenos x Hipertrofia muscular

É cientificamente comprovado que após os 40 anos de idade os níveis hormonais se encontram em estágio de declínio, sendo o principal hormônio responsável pelo crescimento e manutenção muscular, a testosterona sofre uma queda de 1% ao ano, podendo variar de caso para caso. Nesse contexto uma diminuição expressiva, pois se trata da diminuição nos níveis hormonais que estão relacionados diretamente tanto com a performance quanto no desenvolvimento e recuperação muscular exigidas pela prática de atividade física, mais especificamente, no treinamento resistido com pesos quanto pensamos em hipertrofia muscular.

Visualizando o contexto de forma mais prática

Entretanto, analisando por um contexto mais prático e direcionado ao ambiente rotineiro, considerando que, no mínimo 80% das pessoas de diversas idades, que convivemos na academia estão lá buscando o processo de hipertrofia muscular, por que não nos deparamos com a sua grande maioria tendo resultados expressivos? É justamente nesse ponto, que a diminuição nos níveis hormonais começam a se equiparar entre os indivíduo mais novos (<30 anos) e os indivíduo mais velhos (>40 anos). Onde uma periodização de treinamento bem executada, acompanhada de um bom planejamento nutricional são os maiores responsáveis pela performance e o aumento dos níveis hormonais , otimizando todo o processo de recuperação e hipertrofia muscular.

Atualmente surgiram diversos estudos relacionados ao tema, onde um dos mais expressivos foi o da Universidade de Oklahoma, que comparou homens em diferentes idades, realizando o mesmo programa de atividades físicas durante oito semanas, não encontrando diferenças significativas entre os grupos estudados, constatando que, indivíduos entre 35 a 50 anos possuem a capacidade física semelhante em desenvolver músculos (hipertrofia) que os indivíduos de 18 a 22 anos de idade.

Isso mostra que, obviamente, os níveis hormonais têm influência no aspecto idade x resultados, e que, com o envelhecimento adquirimos certas limitações, mas que podem não ser o fator principal para obtenção de resultados. Fato é que, o indivíduo nessa fase (como todas as outras fases) deve ter o seu treinamento e alimentação direcionados dentro da sua individualidade, inclusive contextualizando sua idade, tempo de treino, rotina alimentar, composição corporal, doenças associadas ou não, entre outros. A compensação da idade de acordo com o treino, alimentação e descanso é uma realidade, onde possivelmente alguns fatores deverão ser mais inflexíveis do que para um indivíduo mais novo, como um tempo de recuperação maior, tempo de atividade reduzida, treinamento de grupamentos auxiliares, flexibilidade, mobilidade e aquecimento específico, bem como, a escolha dos alimentos utilizados, balanço da dieta, ingestão proteica suficiente, contexto geral de macro e micronutrientes, suplementação, e adequação de rotina.

Resumindo…

Podemos concluir que o processo de hipertrofia muscular vai muito além do que apenas a idade e suas alterações fisiológicas. Ela é resultante de diversos fatores, principalmente do treinamento e da alimentação, que uma vez bem executados poderão trazer resultados excelentes independente da idade, lembrando que o acompanhamento dos profissionais da área se faz cada vez mais importante, em todas as fases da vida, especialmente com o avançar da mesma, para que a evolução seja contínua e satisfatória, garantindo então maior longevidade e qualidade de vida.

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