Pós Parto – Composição Corporal e Motivação

Pós Parto – Composição Corporal e Motivação

Respeitando a individualidade e a experiência vivida por cada mulher, certo é que o puerpério traz consigo diversas emoções, por isso resolvemos trazer uma experiência real de pós parto para compartilhar e que de alguma forma, esse relato possa inspirar e motivar outras mulheres a passar por esse período com mais segurança e confiança no poder de transformação que todas são capazes de realizar.

Pós parto: pouco se fala, muito se sente ..

A mudança drástica do nosso físico” sobrepeso, estrias, celulites, flacidez, queda de cabelo e alguns outros fatores que variam de mulher pra mulher. É praticamente impossível não se deparar com uma dessas consequências! Ser o habitar de uma nova vida, sem margem de dúvida é um ato divino, um dom concedido. Mas como nem tudo são flores, essa fase costuma nos abalar, principalmente no que dita a questão emocional.

Relatando a minha experiência: Quando me vi grávida, me senti anestesiada por um turbilhão de sentimento, um misto de alegria com medo, inseguranças e às vezes até tristeza. As oscilações hormonais e toda a alteração do nosso corpo afeta nosso psicológico, de uma tal maneira que fica difícil discernir os sentimentos.

No que dita a questão física, confesso que sempre tive medo de uma possível gestação, uma vida inteira ouvindo o dilema clássico que “seu corpo nunca mais será o mesmo depois de ter filhos” o que não deixa de ser verdade, mas aquilo ficou enraizado na minha mente, uma vez que eu já vivia em confronto com a balança, um dos fatores pela minha genética favorecendo o ganho de peso, e potencializada a minha compulsão desenfreada, não havia limites quando o assunto era comer.

Ao receber a notícia da gestação, eu praticamente me vi recebendo um “atestado de óbito fitness” rs! Ser sarada? Nunca mais. Quando entrei no pós parto, movida pela exaustão do momento, eu mal tinha tempo pra pensar no meu corpo. Porém com o passar dos dias, resolvi enfrentar o espelho, quando eu me encarei, confesso que senti um choque, eu particularmente sofri todos os danos que uma mulher poderia sofrer, foi literalmente um estrago! A única coisa que eu conseguia pensar era “como vou concertar tudo isso” eu não sabia nem por onde começar. Os primeiros dias costumam ser agitados demais, a ponto que mal conseguimos escovar os dentes. Com o passar do tempo e a agitação se estabilizando, eu consegui reorganizar meu psicológico. E a primeira coisa que eu já havia estabelecido na minha mente é que eu teria que ser extremamente determinada pra mudar aquela realidade que me afligia, dia a dia, eu teria que usar a minha mente como aliada naquele momento, pra que eu não desmoronasse na primeira adversidade, pois uma coisa era certo: fácil não seria.

Dado os 90 dias pós parto, eu decidi que voltaria a cuidar de mim, apertei a rotina, encaixei um tempinho e decidi retornar pra academia, eu iria a hora que desse os dias que eu pudesse, mas eu iria PRIORIZAR, é o que precisamos fazer quando queremos algum resultado eficaz, temos que estabelecer prioridades. E todos os dias, estivesse eu cansada, estivesse com preguiça, fizesse chuva ou fizesse sol, eu estaria lá, dando o meu máximo, muitas vezes após uma noite inteira mal dormida, exaurida, mas eu estaria lá, naquele momento eu havia bloqueado todo e qualquer pensamento sabotador que viesse a me afligir ou me atentar a desistir! Eu já havia me disciplinado, e eu só conseguia deslumbrar “chegando lá” eu defini um objetivo, mirei nele, arregacei as mangas e fui pra luta!

Nesse período, houve dias sim, que a força negativa parecia triplicar, um desânimo tomava conta, a estagnação também me afligia, aquela ansiedade pra perder peso logo, as 6 ou 7 vezes que subia na balança esperando milagrosamente que aquele ponteiro despencasse e todos aqueles kilos assombrosos desaparecerem! Mas eram apenas dias ruins, todos temos e todos vamos ter, por isso que nesses dias, quando a motivação parecia ter corrido pela porta, eu me alimentava de DISCIPLINA, eu fazia o que tinha que ser feito mesmo sem vontade, porque motivação oscila, não são todos os dias que essa belezinha acorda conosco.

A alimentação também foi uma batalha no início, deixar de comer as guloseimas, o doce que parecia um vício incontrolável, a fome, tive que ter paciência pra conseguir me adaptar, fui aos poucos, me adotando dia após dia, nunca na minha alimentação houve restrição severa, fiz um plano alimentar adequado, consistente, até porque havia a questão amamentação que poderia ser afetada se eu me submetesse a uma dessas dietas malucas da moda. Lembrando que eu tinha uma rotina como muitas tem, uma vida normal, de quem trabalha, tem família, filho, e tempo escasso, mas no meio dessa correria toda, cuidar de mim, sempre seria uma das prioridades. E nesse tempo, muitos problemas me afligiram, meu emocional teve que lidar com uma grande perda, separação, mudança de emprego, mudança de residência, um turbilhão de coisas, e tudo isso sem me deixar desanimar, infelizmente não podemos escolher como nos sentimentos mas podemos escolher o que fazer a respeito, e eu escolhi vencer, mesmo com dores, mesmo com frustrações, mesmo com crises de ansiedade, eu tive vários motivos pra justificar uma possível desistência, eu poderia me escorar em diversas desculpas, mas eu escolhi passar por cima de tudo isso e ir em frente. Eu fiz das minhas lágrimas minha maior motivação, ignorei os problemas que parecem querer me derrubar, eu quis vencer por mim, porque eu sabia que eu era digna de vitória, que eu merecia o melhor, eu guardei minhas dores no bolso e eu não parei, não parei até alcançar meu objetivo! E unindo disciplina, força de vontade e uma sede de vitória indescritível, eu consegui “chegar lá”.

Foram mais de 20 quilos eliminados e uma mudança abrupta de físico, isso sem precisar de remédios, dietas malucas ou pílulas mágicas. Muitas vezes em nossas vidas, nós vivemos pros outros, pro nosso trabalho, para os nossos filhos, mas esquecemos de viver por nos, esquecemos que nosso “eu” é prioridade, temos que estar bem com nosso “templo” com nosso bem estar, cuidar de nós transcende a questão beleza, é uma questão de auto cultivo, uma questão de cuidado, uma questão de auto valorização! E muito além da questão estética, minha maior vitória foi vencer meus fantasmas, foi superar meus medos, minhas dificuldades, minhas dores, foi saber que eu sou digna do maior amor que uma mulher pode cultivar: o amor próprio.

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